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Liberdade em duas rodas

Filtros e o Meio Ambiente Sair do interior de São Paulo, especificamente de Cândido Mota, e chegar à Argentina, terra dos museus, parques, teatros, monumentos e construções históricas, galerias de arte e, claro, do tango, do vinho e das comidas típicas com toque europeu pode ser muito agradável, mas quando a chegada é em cima de uma bicicleta, do tipo scoott speedster, a viagem se torna muito mais emocionante.

Oito ciclistas de Cândido Mota e quatro de Assis (sendo um deles, gerente Administrativo da NovAmérica), mais quatro integrantes na equipe apoio, entre eles, o supervisor da área de Compras, Julio Coutinho (um conjunto de fotógrafo, navegador, mecânico, guia, etc.) partiram com muita coragem de Cândido Mota, sob o frio do dia 28 de abril deste ano.

A viagem durou quatro dias, com 650 quilômetros percorridos. "A rota sentido Argentina foi escolhida porque era um trecho possível de se fazer em quatro dias (trajeto de ida e volta), que era o tempo que tínhamos, e viajar para outro país tinha lá certo charme", afirmou Marcelo Avanzi, gerente administrativo da NovAmérica.

Os nossos dois personagens foram aventureiros de primeira viagem neste tipo de trajeto e esporte. Marcelo já tinha percorrido distâncias menores de bicicleta, mas o espírito de aventura e superação o fez encarar a viagem. Por outro lado, Júlio nunca pedalou, mas a sua paixão por fotografia o impulsionou a aceitar o convite para a aventura, mesmo que não fosse em cima de duas rodas, mas acompanhando e registrando pela lente de sua câmera toda a alegria, emoção e o desafio daquela equipe.

"Ao me convidarem para fazer um registro fotográfico da viagem, fiquei preocupado, pois não tenho prática de tirar fotos em movimentos. Percebi nos primeiros minutos de viagem que a minha preocupação não era sem motivo, pois conseguir focar pessoas em movimentos e naquele momento algumas a mais de 25 km/h era bem difícil", relatou Coutinho.

O idealizador da viagem foi o conhecido Izzo, proprietário de uma bicicletaria no município de Cândido Mota, de onde deram início à aventura até Puerto Iguazu (cidade da Província de Missiones-Argentina), atravessando todo o estado do Paraná. "Izzo já havia feito outras viagens de longa distância e por isso foi o responsável por organizar todos os detalhes. Conseguimos com as Prefeituras de Floresta e Corbélia os ginásios de esportes para passarmos a noite", comentou Avanzi.

Passaram a primeira noite em Floresta/PR, a 30 quilômetros de Maringá; a segunda em Corbélia, 20 quilômetros antes de Cascavel; na terceira noite dormiram em Foz do Iguaçu, depois de já terem pedalado uns 20 quilômetros na Argentina.

"Tivemos a sorte de estar nublado e frio quando iniciamos a jornada, o que ajuda porque há um menor desgaste físico dos ciclistas, mas tivemos o azar de no terceiro estar frio para caramba. Ao sair de Corbélia, o termômetro marcava oito graus, passamos muito frio, tanto que tivemos que sair às 7horas da manhã e não mais às 6horas como estava no planejamento", lembrou.

Por outro lado, o fotógrafo e também companheiro do grupo contou que teve que vencer o frio, o seu maior obstáculo. Ainda, o fato de ser a primeira vez que fotografava em movimento gerou um medo das críticas às imagens, mas o bom clima do grupo o ajudou a fazer um planejamento e vários cliques. "O resultado foi um monte de fotos que não tem muita qualidade, mas registrei mais um dos belos momentos visto por mim, o da beleza da vida".

"Em minha vida, já tive várias experiências de aventuras, mas em quase todas eu era um dos protagonistas, nessa viagem para fotografar os ciclistas tive a grande oportunidade de observar pessoas vencendo seus limites por estarem focadas em um objetivo", completou Coutinho.

A alegria da partida e da chegada, a vontade de superar os medos e perceber que o limite do corpo está muito além do que se imagina foram essenciais para completarem o trajeto. "Pensei em desistir e nem começar a pedalada, mas não falei para ninguém, primeiro que tem certo perigo andar uma distância tão grande na beira do asfalto e segundo porque eu só descobri que era capaz de pedalar três dias seguidos depois que cheguei ao nosso destino", declarou Avanzi.

O retorno para a terrinha, no interior de São Paulo, foi no dia 01 de maio. "Muitas vezes é mais difícil tomar a decisão de fazer algo, do que a própria dificuldade de fazer. O esforço foi tão grande que deixou de ser físico e se tornou mental, então muitas coisas na estrada só notei quando estávamos voltando de carro, numa velocidade obviamente muito maior", finalizou.
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